BUROCRACIA DIFICULTA A EXPANSÃO DA ENERGIA SOLAR NO AGRONEGÓCIO

15 de maio de 2018

Que tal contar com fornecimento gratuito de energia elétrica na fazenda? Com vida útil superior a 25 anos, os painéis solares estão mais baratos, prometem rápido retorno e estão se multiplicando rapidamente no campo brasileiro.

Entre as vantagens, a tecnologia permite driblar o alto custo da energia de matriz hidrelétrica, um problema que há anos incomoda o agronegócio. Apesar da importância da energia solar, alguns gargalos ainda barram a expansão da tecnologia no Brasil. De acordo com a Absolar, existe uma resolução normativa que foi estabelecida para regulamentar o setor. Porém, os principais entraves estão relacionados ao não cumprimento das normas.

1 – Lentidão

Em janeiro de 2017, a Aneel determinou que as distribuidoras de energia deveriam disponibilizar um sistema online que informa sobre a submissão e acompanhamento de pedidos de conexão de geração de energias renováveis. Porém, de acordo com a Absolar, nem todas as distribuidoras se adaptaram às novas normas, o que deixa todo o processo mais lento.

De acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, o produtor que está no campo nem sempre tem uma agência da distribuidora perto dele. Por isso, é fundamental que o sistema permita que essas pessoas façam seus pedidos online e acompanhem o andamento do processo sem a necessidade de se deslocar até uma agência física.

2 – Documentação

Ainda segundo o presidente da Absolar, outra reclamação do setor é que algumas distribuidoras exigem mais documentos do que o estabelecido pelas normas da Aneel. “Isso gera uma barreira, você acaba exigindo informações e documentações que o produtor não tem acesso”, afirmou Sauaia em entrevista à Farming Brasil.

3 – Medição da energia solar

Os medidores bidirecionais são outro gargalo para quem deseja investir na energia solar fotovoltaica. O aparelho é responsável por medir o quanto de energia a fazenda consumiu e o quanto o sistema solar injetou na rede elétrica.

Com essa medição, é calculada a geração de energia e possíveis créditos para o produtor. O problema é que as distribuidoras de energia são responsáveis pela instalação do medidor, mas alegam que o aparelho está em falta no Brasil.

Para resolver essa situação, em vez de instalar o medidor bidirecional, a Aneel autoriza a instalação de dois medidores do tipo unidirecionais. Sauaia afirma que as distribuidoras não podem atrasar a instalação pelo fato de não possuir o medidor. Elas devem instalar os medidores unidirecionais, um para a entrada e outro para a saída da rede.

Fonte: SF Agro
Postado originalmente em 29 de abril de 2018

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